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Prefeitos de Porto Seguro, Eunápolis e Santa Cruz de Cabrália são alvo da PF

Terça 07 Nov 2017 - 10h58




Prefeitos de Porto Seguro, Eunápolis e Santa Cruz de Cabrália são alvo da PF
Claúdia (Porto Seguro) e Robério Oliveira (Eunápolis)

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (7) a Operação Fraternos para desarticular uma organização criminosa criada por prefeitos ligados entre si que fraudaram licitações nas prefeituras de Eunápolis, Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro, todas no extremo sul do estado. As investigações apontam que, com a ajuda de familiares, os prefeitos José Robério Batista de Oliveira (PSD), de Eunápolis; Claudia Oliveira (PSD), de Porto Seguro; e Agnelo Santos (PSD), de Santa Cruz Cabrália, teriam fraudado contratos que somam R$ 200 milhões. Claudia Oliveira e José Robério são casados e Agnelo é irmão de Cláudia. Ao todo são cumpridos 21 (vinte e um) mandados de prisão temporária, 18 (dezoito) de condução coercitiva e 42 (quarenta e dois) de busca e apreensão, todos expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, nos estados da Bahia, Minas Gerais e São Paulo. Cerca de 250 policiais federais cumprem as ordens judiciais, com apoio de 25 auditores da Controladoria-Geral da União e de membros do Ministério Público Federal. As investigações apontam que as prefeituras contratavam empresas que tinham relação com o grupo familiar para fraudar licitações, simulando a concorrência entre elas. Após a contratação, parte do dinheiro repassado pela administração dos municípios era desviado, utilizando-se de “contas de passagem” em nomes de terceiros, de forma a dificultar a identificação do destinatário final dos valores arrecadados. Na maioria dos casos, o dinheiro retornava para membros da organização criminosa, inclusive através repasses pela empresa de um dos prefeitos investigados. Essas mesmas empresas também eram utilizadas para a lavagem do dinheiro ilicitamente desviado. Em um dos casos investigados, uma das empresas do esquema tinha como sócio um ex-funcionário de outra empresa que compõem a organização criminosa, que teria investido 500 mil reais na integralização de capital da companhia. A PF descobriram, porém, que a renda mensal do ex-funcionário era de apenas R$ 800 à época. Os contratos fraudados pelos três prefeitos somam aproximadamente R$ 200 milhões. De acordo com a PF, foi identificada uma “ciranda da propina”, na qual as empresas  dos familiares revezavam as vitórias das licitações para camuflar o esquema – em muitos casos, eles chegavam ao extremo de repassar a totalidade do valor contratado a outras empresas da família na mesma data do recebimento. Os alvos da operação responderão pelos crimes de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva e lavagem de capitais.  

 

Fonte - GazetadaBahia

Comentários
10 Nov 2017
Gil
O que mais pode está acontecendo é mesmo malandragens desses prefeitos safados e corruptos... em contratos de empresas (propina/favorecimentos etc...) e contratos de servidores irregulares também... #FORAESSESMALANDROS.
07 Nov 2017
Sandro
Tem Prefeitos que acostumam com malandragens e corrupção..., e esquecem que o poder é transitório e ninguém está acima da Lei. Onde o MP tiver sobrecarregado em demandas municipais, deve passar parte de investigações ao MPF para sufocar esses prefeitos desonestos e coronelistas. Os contratos com empresas, as questões de servidores irregulares, entre outros, devem ser focos dos órgãos de controle, porque aí está as malandragens dos prefeitos. Nem só o TCM, mas também MP, conselhos deliberativos, Câmara municipal etc... Destes o mais atuante pode ser ainda o MP, só que os prefeitos não querem respeitar.